Eduardo

Ola, o meu nome é Eduardo. Crieime na Corredoira, hoxe chamada Rúa Toledo, no limiar
entre Vigo e Lavadores, no mesmo lugar onde varias xeracions da minha familia viviron e
trabalharon a terra.

Logo de varios anos de aprendizaxe cultivando con criterios agroecoloxicos na pequena
horta da casa, comecei, na primaveira do ano 2017, a trabalhar terras mais amplas na minha contorna. Eidos que sofren décadas de abandono, presas da mudanza de modelo produtivo e a especulacion urbanistica, e que familiares e vecinhos amablemente me ceden.

Experiencias colectivas coma a “Horta comunitaria” de Amigos da Terra na Universidade
de Vigo e a formación adquirida no CIFP A Granxa (Ponteareas) dentro do ciclo de Produción Agroecolóxica animaronme a dar este paso.

A minha idea é levar os costumes e saberes da agricultura de subsistencia cara a unha
produción máis ampla, transcendendo o autoconsumo, na procura dunha saída para os
produtos, a traves da venda directa local e das tendas ecolóxicas e grupos de consumo da
contorna.

Virado de costas ás malas practicas da agricultura industrial, respeitando a terra nos
laboreos, facendo uso dos abonos verdes e acolchados, coidando e ampliando o abano de
sementes e variedades propias, asociando e rotando os cultivos, xerando compost e tendo
conta da biodiversidade e a xestion da auga, pretendo atopar, así coas maus, coma un neno
que fura na area da praia, un xeito de vida máis sostible e razoable, económica i ecoloxicamente falando.

Isto comeza agora.
Ninguen sabe o que virá…

Saúde!

Contacto:
tlf: 626246158 // email: eirago@yahoo.com


“Há um quadro de Klee que se chama Angelus Novus. Representa um anjo que parece querer afastar-se de algo que ele encara fixamente. Seus olhos estão escancarados, sua boca dilatada, suas asas abertas. O anjo da história deve ter esse aspecto. Seu rosto está dirigido para o passado. Onde nós vemos uma cadeia de acontecimentos, ele vê uma catástrofe única, que acumula incansavelmente ruína sobre ruína e as dispersa a nossos pés. Ele gostaria de deter-se para acordar os mortos e juntar os fragmentos.
Mas uma tempestade sopra do paraíso e prende-se em suas asas com tanta força que ele não pode mais fechá-las. Essa tempestade o impele irresistivel-mente para o futuro, ao qual ele vira as costas, enquanto o amontoado de ruínas cresce até o céu. Essa tempestade é o que chamamos progresso.”
Walter Benjamin “Tese Sobre A Filosofia Da História. Tese IX”